sexta-feira, 22 de maio de 2026

A terra em que nasceste

 


Introdução

O poema “Pátria”, de Olavo Bilac, convida a criança a olhar com amor, orgulho e admiração para a terra em que nasceu. Em versos cheios de entusiasmo, o poeta apresenta a beleza do céu, do mar, dos rios, das florestas e de toda a vida que existe na natureza.

A poesia valoriza o sentimento de pertencimento, o amor à pátria e a importância do trabalho. Ao mesmo tempo, mostra a natureza como uma grande fonte de vida, beleza e acolhimento.

Para acompanhar a leitura do poema, foi criada a música “A alma do mundo”, inspirada na força poética dos versos de Olavo Bilac e na imagem de uma terra cheia de luz, movimento e vida.



📖 Poema: “Pátria”, de Olavo Bilac

Leia o poema com atenção e observe como Olavo Bilac descreve a terra natal como um lugar de beleza, vida, trabalho e esperança.

                                            

          Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
          Criança! Não  verás nenhum país como este!
          Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
          A natureza aqui,perpetuamente em festa,
          É um seio de mãe a transbordar carinhos.

          Vê que vida há no chão!Vê que vida há nos ninhos,
             Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
            Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
            Vê que grande extensão de matas, onde impera,
             Fecunda e luminosa, a eterna primavera.

             Boa terra! Jamais negou a quem trabalha
              O pão que mata a fome, o teto que agasalha...
             Quem com seu suor a fecunda e umedece,

              Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece.
               Criança!não verás país nenhum como este:
                   Imita na grandeza a terra em que nasceste!

                  (Fonte:As mais belas histórias-página 175)

🌿 O que o poema discute?

O poema “Pátria”, de Olavo Bilac, fala sobre o amor à terra em que nascemos. O poeta se dirige à criança e a convida a olhar para o país com carinho, fé e orgulho.

Nos versos, a natureza aparece de forma grandiosa: céu, mar, rios, florestas, ninhos, insetos, luz, calor e matas. Tudo parece cheio de vida, como se a terra estivesse sempre em festa.

O poema também valoriza o trabalho. A terra é apresentada como generosa com quem se dedica a ela. Assim, os versos unem amor à pátria, beleza natural e reconhecimento do esforço humano.


✨ O encanto dos versos

Olavo Bilac usa uma linguagem forte, musical e cheia de exclamações. Essas exclamações mostram o entusiasmo do poeta diante da beleza da terra natal.

A natureza é apresentada como uma presença viva e acolhedora. Quando o poeta fala do céu, do mar, dos rios, das florestas e dos ninhos, ele cria imagens de abundância, movimento e esperança.

Outro ponto importante é a comparação da natureza com um “seio de mãe a transbordar carinhos”. Essa imagem mostra a terra como algo que acolhe, alimenta e protege.


🎵 Música inspirada no poema: “A alma do mundo”

Para acompanhar o poema, foi criada a música “A alma do mundo”, inspirada nos versos de Olavo Bilac.

A música “A alma do mundo” foi criada como uma releitura poética do poema “Pátria”, de Olavo Bilac. A canção procura valorizar a beleza da natureza, o amor à terra natal e o sentimento de pertencimento presentes nos versos.


 


👤 Sobre o autor: Olavo Bilac

Olavo Bilac foi um importante poeta brasileiro, conhecido pela beleza, musicalidade e cuidado com as palavras. Sua poesia apresenta versos marcantes, linguagem expressiva e grande valorização da pátria, da natureza, da infância e da língua portuguesa.

Em muitos de seus poemas, Bilac convida o leitor a observar o mundo com sensibilidade, admiração e respeito.


🎨 Atividade sugerida

Desenhe a terra em que você nasceu

Depois de ler o poema e ouvir a música, imagine uma paisagem que represente a terra em que você nasceu ou o lugar onde vive.

Você pode desenhar:

  • o céu;
  • o sol;
  • as árvores;
  • os rios;
  • as flores;
  • os pássaros;
  • as casas;
  • as pessoas trabalhando;
  • a escola;
  • a cidade ou o campo.

O desenho não precisa ser perfeito. O mais importante é mostrar aquilo que torna esse lugar especial para você.


💬 Para conversar sobre o poema

  1. A quem o poeta se dirige no início do poema?
  2. Que sentimentos aparecem nos versos de Olavo Bilac?
  3. Quais elementos da natureza são citados no poema?
  4. Como o poeta descreve a terra natal?
  5. O que o poema diz sobre o trabalho?
  6. O que você mais gosta no lugar onde nasceu ou vive?
  7. Por que é importante cuidar da natureza e da nossa terra?

📚 Sugestão para o professor ou mediador de leitura

Este poema pode ser trabalhado em roda de leitura, conversa poética, atividade artística ou musical. A leitura permite abordar temas como amor à terra natal, valorização da natureza, pertencimento, trabalho e cuidado com o lugar onde vivemos.

A proposta pode dialogar com Língua Portuguesa, Arte, Educação Musical, História e Geografia, especialmente por envolver leitura poética, paisagens naturais, identidade, memória e expressão artística.

É importante conduzir a conversa valorizando o sentimento de pertencimento sem transformar a atividade em discurso pesado. O foco pode ficar na beleza dos versos, na observação da natureza e na relação afetiva da criança com o lugar onde vive.


🌎 Possibilidades de ampliação

A partir do poema, a turma pode criar:

  • um mural com desenhos sobre a terra natal;
  • uma roda de leitura com poemas sobre o Brasil;
  • uma apresentação musical inspirada no poema;
  • uma conversa sobre as paisagens naturais do município;
  • uma produção escrita com o tema: “O que há de bonito no lugar onde vivo?”

🌸 Conclusão

O poema “Pátria”, de Olavo Bilac, apresenta a terra natal como um lugar de vida, beleza e acolhimento. Por meio de imagens da natureza, o poeta mostra um país cheio de luz, movimento e esperança.

Ao falar com a criança, Bilac ensina a olhar para a terra em que nascemos com amor, respeito e gratidão. Seus versos continuam convidando o leitor a perceber a beleza do mundo ao seu redor e a valorizar o lugar onde vive.

Assinatura

Encanto da infância: poesias e músicas infantis
Maria Aparecida de Almeida

A despedida da cigarra

 



Introdução

O poema “A cigarra”, de Olegário Mariano, apresenta uma cena triste e delicada: a despedida de uma cigarra conhecida por seu canto. A natureza parece acompanhar esse momento com sensibilidade, enquanto as formigas seguem em cortejo, entre folhas, chuva e lembranças.

Mesmo sendo um poema melancólico, seus versos encantam pela musicalidade e pelas imagens poéticas. A cigarra aparece como símbolo do canto, da arte e da beleza que permanece na memória.

🎵 Vídeo musical: “O cortejo da cigarra”

Para acompanhar o poema, foi criado o vídeo musical “O cortejo da cigarra”, inspirado na delicadeza e na melancolia dos versos de Olegário Mariano. A música procura traduzir, em som e imagem, a atmosfera de despedida, natureza e canto presente nos versos.




📖 Poema: “A cigarra”, de Olegário Mariano

Leia o poema com atenção e observe como o poeta transforma uma cena triste em uma imagem cheia de delicadeza, natureza e musicalidade.

 As formigas levavam-na ...Chovia...

          Era o fim ...Triste outono fumarento!
          Perto, uma fonte, em suave movimento,
          Cantigas de água tremula carpia.

          Quando eu a conhecia ,ela trazia
          Na voz um triste e doloroso acento.
                              Era a cigarra de maior talento
                              Mais cantadeira desta freguesia.

                              Passa o cortejo entre árvores amigas
                              Que tristeza nas folhas...Que tristeza!
                               Que alegria nos olhos das formigas! ...
                               
                               Pobre cigarra! Quando te levavam,
                               Enquanto te chorava  a natureza,
                                                                               Tuas irmãs e tua mãe cantavam...

 


🌿 O que o poema discute?

O poema “A cigarra”, de Olegário Mariano, apresenta uma cena de despedida. As formigas levam a cigarra, enquanto a natureza parece acompanhar esse momento com tristeza. A chuva, o outono, a fonte e as folhas ajudam a criar um ambiente melancólico e sensível.

A cigarra é lembrada por seu canto. Ela tinha uma voz marcada por emoção e era reconhecida como uma grande cantadeira. Por isso, sua partida se torna ainda mais comovente.

O poema também mostra um contraste interessante: enquanto a natureza parece chorar, as formigas seguem com alegria nos olhos, e as outras cigarras continuam cantando. Esse contraste faz o leitor pensar sobre as diferentes maneiras de viver a tristeza, a despedida e a memória.


✨ O encanto dos versos

Olegário Mariano usa imagens muito poéticas para construir a cena. A chuva, o outono e a fonte criam um clima de recolhimento e saudade. A natureza não aparece apenas como cenário: ela parece participar da emoção do poema.

Outro ponto bonito é a presença da música. Mesmo em uma cena triste, o canto continua aparecendo. A cigarra é lembrada por sua voz, e suas irmãs e sua mãe seguem cantando. Assim, o poema mostra que o canto e a poesia podem permanecer mesmo diante da despedida.


👤 Sobre o autor: Olegário Mariano

Olegário Mariano foi um poeta brasileiro conhecido por seus versos musicais, sensíveis e cheios de imagens poéticas. Sua escrita valoriza os sentimentos, a beleza da natureza e a força expressiva das palavras.

Em seus poemas, é comum encontrarmos uma linguagem delicada, marcada pelo ritmo, pela emoção e pela musicalidade.


🎨 Atividade sugerida

Desenhe a cena do poema

Depois de ler o poema e assistir ao vídeo, imagine a cena descrita por Olegário Mariano.

Você pode desenhar:

  • a cigarra cantadeira;
  • as formigas levando a cigarra;
  • as folhas tristes das árvores;
  • a chuva caindo;
  • a fonte cantando baixinho;
  • a natureza participando da despedida.

O desenho não precisa ser perfeito. O mais importante é representar o sentimento que o poema despertou em você.


💬 Para conversar sobre o poema

  1. O poema parece alegre ou triste? Por quê?
  2. Como a natureza aparece no poema?
  3. Por que a cigarra era especial?
  4. O que significa dizer que ela era “cantadeira”?
  5. Por que o canto continua aparecendo mesmo em uma cena de despedida?
  6. Que sentimentos o poema despertou em você?

📚 Sugestão para o professor ou mediador de leitura

Este poema pode ser trabalhado em uma roda de leitura, com escuta sensível e conversa sobre as imagens poéticas presentes no texto.

É importante conduzir a leitura com delicadeza, valorizando palavras como despedida, saudade, canto, natureza e memória, sem tornar a interpretação pesada para as crianças.

A proposta pode dialogar com Língua Portuguesa, Arte e Educação Musical, especialmente por envolver leitura poética, escuta, desenho, interpretação e apreciação musical.


🌸 Conclusão

O poema “A cigarra”, de Olegário Mariano, mostra como a poesia consegue transformar uma cena triste em beleza. Por meio da chuva, das folhas, da fonte e do canto, o poeta cria uma despedida delicada, em que a natureza e a música parecem caminhar juntas.

A cigarra parte, mas seu canto permanece como lembrança. E é justamente essa união entre tristeza, beleza e musicalidade que torna o poema tão tocante.


Assinatura

Encanto da infância: poesias e músicas infantis
Maria Aparecida de Almeida

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Criança não nasceu para trabalhar: criança nasceu para brincar, aprender, sonhar e ser protegida

 


Poemas e quadrinhas sobre os direitos da criança e o combate ao trabalho infantil.

1. Introdução

Toda criança tem direito de brincar, estudar, aprender, sonhar e viver protegida. A infância deve ser tempo de cuidado, alegria, escola, convivência e esperança.

Mas muitas crianças ainda têm seus direitos negados quando precisam trabalhar cedo. O trabalho infantil rouba o tempo da brincadeira, da aprendizagem e dos sonhos.

Nesta postagem, a poesia ajuda a falar de um tema sério com delicadeza: a proteção da infância.


2. Vídeo para começar a reflexão

Turma da Mônica — Estatuto da Criança e do Adolescente | ECA

Para iniciar a reflexão, o vídeo da Turma da Mônica apresenta, de forma simples e acessível, a importância dos direitos da criança e do adolescente.

 



3. Por que falar sobre trabalho infantil?

Falar sobre trabalho infantil é lembrar que criança não deve carregar responsabilidades de adulto. Criança precisa de escola, proteção, alimento, saúde, afeto, brincadeira e tempo para sonhar.

Quando uma criança trabalha cedo, parte da infância é interrompida. Por isso, combater o trabalho infantil é uma forma de defender o direito de crescer com dignidade.



Quadrinhas sobre o trabalho infantil

Inspiradas em texto de Ana Celina Nunes França
Adaptação: Maria Aparecida de Almeida

As mãozinhas tão pequenas
não nasceram para quebrar,
nasceram para escrever,
desenhar, brincar e sonhar.

O menino se esqueceu
do que é correr e brincar,
passa o dia tão cansado
com o martelo a martelar.

Mas uma gota de esperança
pode tudo transformar:
o martelo vira bola
para a criança brincar.

Volta o riso, vem a alegria,
vem o direito de estudar.
Criança não deve trabalhar,
criança tem que brincar!

Criança tem que ler,
criança tem que sonhar,
criança tem que aprender,
criança tem que estudar!


4. O que essas quadrinhas nos fazem pensar?

As quadrinhas mostram uma criança que perde o direito de brincar porque precisa trabalhar. O martelo representa o peso do trabalho infantil, enquanto a bola representa a infância, a alegria e o direito de brincar.

Quando o martelo se transforma em bola, surge uma mensagem de esperança: toda criança merece ter seus direitos respeitados.

5. 20 de novembro: Dia Internacional dos Direitos da Criança

O dia 20 de novembro é uma data importante para lembrar que toda criança precisa ser protegida, cuidada e respeitada.

Em 20 de novembro de 1959, a Organização das Nações Unidas aprovou a Declaração dos Direitos da Criança, um documento com princípios voltados à proteção da infância. Esses princípios defendem que toda criança deve crescer com dignidade, liberdade, cuidado, educação, saúde, proteção, afeto e segurança.

Anos depois, em 20 de novembro de 1989, foi adotada a Convenção sobre os Direitos da Criança, que reforçou esses direitos e se tornou um dos documentos internacionais mais importantes para a proteção de crianças e adolescentes.

Entre esses direitos, está a proteção contra o abandono, a exploração e o trabalho antes da idade adequada. Por isso, falar sobre trabalho infantil é também falar sobre o direito de toda criança estudar, brincar, sonhar e viver sua infância com dignidade.

6. Direitos que toda criança deve ter

De forma simples, podemos lembrar que toda criança tem direito a:

  • crescer com dignidade, liberdade e proteção;
  • ter nome, nacionalidade e identidade;
  • receber alimentação, moradia, saúde e cuidados;
  • viver em ambiente de afeto e segurança;
  • estudar;
  • brincar, descansar e sonhar;
  • ser protegida contra abandono, violência, discriminação e exploração;
  • receber ajuda e proteção em situações difíceis;
  • conviver em um ambiente de respeito, amizade e paz.


Meu mundo é estudar,
mas tem criança que é trabalhar.
Meu mundo é brincar,
de outras crianças é lutar.

Nasci num lar feliz,
não sou dona do meu nariz,
mas lá eu posso brincar.
Não me deixam ser aprendiz.

Conheço muitas crianças
que não tiveram a minha sorte.
Seu mundo é trabalhar,
trabalhar até a morte.

Tenho muita esperança
que isto possa mudar,
pois criança que não estuda,
que futuro terá?

Espero que todas as crianças
no meu mundo possam entrar:
mais estudo, menos trabalho,
e o mundo irá melhorar.


7. Poema complementar

Poema contra o trabalho infantil
Francisco de Souza Oliveira

Texto de apresentação:

O poema a seguir traz uma denúncia mais direta sobre o trabalho infantil e reforça a importância de proteger a criança contra toda forma de exploração.

 


Toda criança quer brincar.
Toda criança quer cantar.
Toda criança quer estudar,
estudar sem ter que trabalhar.

Crianças de todo Brasil,
o Estatuto vamos estudar!
Porque o Brasil varonil
não pode nos abandonar.

Abandonar à própria sorte
e assim nos maltratar.
Criança que brinca e estuda,
o Brasil pode melhorar.

Toda criança precisa de amor.
Toda criança precisa de paz.
O lugar de criança é na escola,
me disse um belo rapaz.

Vou terminar estes versos
que estão de pé quebrado,
mas espero que toda gente
tenha entendido o recado.

8. Referências literárias e educativas

Ruth Rocha e os direitos da criança

A escritora Ruth Rocha também aborda os direitos da criança em seu conhecido poema “O direito da criança”. O texto lembra que toda criança precisa de proteção, escola, alimento, livros, brinquedos, afeto, alegria e o direito de ser feliz.

Outros textos sobre o tema

Durante a pesquisa para esta postagem, também foram encontrados poemas e textos sobre o combate ao trabalho infantil. Eles reforçam uma mensagem essencial: nenhuma criança deve perder sua infância para o trabalho precoce.


9. Música para refletir


Palavra Cantada — Sementes

A música “Sementes”, da Palavra Cantada, dialoga com a ideia de cuidado, proteção e esperança. Ela pode ajudar a encerrar a leitura com uma mensagem sensível sobre a infância.


10. O que os textos discutem?

Os poemas e quadrinhas desta postagem discutem o direito da criança à infância. Eles mostram que criança precisa estudar, brincar, ler, sonhar, cantar, conviver e ser protegida.

O trabalho infantil rouba da criança o tempo da escola, da brincadeira e dos sonhos. A poesia, ao tratar desse tema, ajuda a transformar denúncia em sensibilidade e esperança.


11. Mensagem final

Criança não deve carregar o peso do trabalho.
Criança deve carregar livros, brinquedos, sonhos e esperança.

Proteger a infância é cuidar do presente e semear um futuro melhor.


12. Créditos

Poemas “Toda criança” e “Meu mundo”: Maria Aparecida de Almeida.

Quadrinhas adaptadas a partir de texto de Ana Celina Nunes França.

Poema complementar: Francisco de Souza Oliveira.

Referência literária: “O direito da criança”, de Ruth Rocha.

Vídeo sugerido: Turma da Mônica — Estatuto da Criança e do Adolescente | ECA.

Música sugerida: “Sementes”, Palavra Cantada.

Organização e adaptação para o blog: Maria Aparecida de Almeida.

Blog Encanto da Infância: poesias e músicas infantis

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Saci-Pererê: poema folclórico de Joaquim de Queirós Filho

 


Introdução

O Saci-Pererê é um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro. Travesso, esperto e cheio de mistérios, ele aparece em histórias contadas de geração em geração, despertando a imaginação das crianças.

Neste poema, Joaquim de Queirós Filho apresenta uma versão rimada e divertida sobre a origem do Saci, misturando humor, fantasia e elementos da cultura popular.

Poema

 Joaquim de Queirós Filho

Era uma vez um  menino
que tinha o triste destino
de trabalhar para o mal.
Quebrava louças por troça,
botava fogo na roça,
escancarava o curral.

Como o Pedro Malasarte,
era visto em toda a parte,
mas pulando com um pé só.
Que uma queda na cisterna
foi que lhe quebrou a perna,
conforme disse a vovó.

Caiu na fogueira
que ele acendeu na capoeira
numa noite de São João:

e, mesmo branco que fosse,
dessa maneira tornou-se
pretinho como carvão.

Mas veio um dia  o castigo
desse danado inimigo
com infernal frenesi.
Para o sossego da gente,
ele virou, de repente,
no passarinho Saci.

O que o poema discute?

O poema apresenta o Saci como um personagem travesso, ligado às histórias antigas contadas pelas avós e pela tradição oral. A linguagem rimada ajuda a dar ritmo à leitura e aproxima as crianças do universo do folclore brasileiro.

A história mistura imaginação, castigo, transformação e fantasia, características comuns em muitos contos populares. O Saci aparece como uma figura que provoca confusão, mas também desperta curiosidade e encantamento.

Observação para leitura com crianças

Este poema pertence a uma tradição literária mais antiga e traz expressões próprias de seu tempo. Por isso, ao trabalhar o texto com crianças, é interessante conversar sobre o respeito às pessoas, às diferenças e à cultura brasileira, valorizando o folclore sem reforçar ideias ou palavras que hoje precisam ser lidas com cuidado.

Para conversar com as crianças

Depois da leitura, pergunte:

Quem é o Saci-Pererê?
Que travessuras ele faz no poema?
Você já ouviu alguma história sobre o Saci?
O que há de imaginário ou fantástico nesse poema?
Quais outros personagens do folclore brasileiro você conhece?

Sugestão de atividade

As crianças podem desenhar o Saci como imaginaram durante a leitura do poema. Depois, podem criar uma frase ou uma pequena quadrinha sobre uma travessura inventada por ele.

Fechamento

O poema sobre o Saci-Pererê ajuda a aproximar as crianças da poesia e do folclore brasileiro. Por meio das rimas, da fantasia e da tradição oral, o texto preserva uma parte importante da nossa cultura popular.

Maria Aparecida de Almeida
Blog Encanto da infância: poesias e músicas infantis

terça-feira, 19 de maio de 2026

Ler é felicidade: a leitura na visão de Nora Ephron

 


Ler é felicidade

A leitura na visão de Nora Ephron



Ler é felicidade: a leitura na visão de Nora Ephron

A leitura tem esse poder bonito de nos levar para outros lugares sem que a gente precise sair de onde está. Quando lemos, aprendemos, imaginamos, sentimos, perguntamos, lembramos e, muitas vezes, nos reconhecemos nas palavras de outra pessoa.

Nora Ephron, escritora, jornalista, roteirista e diretora norte-americana, deixou uma frase muito especial sobre o ato de ler. Para ela, a leitura não era apenas uma atividade escolar ou intelectual. Era também uma forma de alegria, descoberta, encontro e liberdade.

Trecho para reflexão

“Ler é tudo.
Ler me faz sentir que realizei alguma coisa, aprendi alguma coisa, me tornei uma pessoa melhor.
Ler é felicidade.”
— Nora Ephron



Nora Ephron foi uma escritora, jornalista, ensaísta, roteirista e diretora norte-americana. Ela ficou conhecida por sua escrita inteligente, bem-humorada e sensível, além de seu trabalho em filmes como Harry e Sally — Feitos um para o Outro, Sintonia de Amor e Mensagem para Você. Sua trajetória passou pelo jornalismo, pela literatura, pelo cinema e pela reflexão sobre a vida cotidiana.



O texto apresenta a leitura como uma experiência completa. Ler não aparece apenas como obrigação, tarefa ou estudo. Para Nora Ephron, ler é uma forma de aprender, crescer, conversar melhor, escapar um pouco da rotina e, ao mesmo tempo, compreender melhor a realidade.

A autora mostra que a leitura pode ser refúgio, mas também pode ser encontro. Quando abrimos um livro, entramos em contato com a imaginação de outra pessoa. Ao mesmo tempo, voltamos para nós mesmos com novas ideias, novas palavras e novas formas de enxergar o mundo.

1. Ler como realização

Quando Nora Ephron afirma que ler a faz sentir que realizou algo, ela mostra que a leitura também produz uma sensação de conquista. Ao terminar um texto, uma crônica, um poema ou um livro, o leitor sente que atravessou uma experiência.

Ler exige atenção, entrega e participação. Por isso, cada leitura concluída pode trazer a sensação de que algo foi aprendido, compreendido ou vivido de uma nova maneira.

2. Ler como aprendizagem

A autora também relaciona a leitura ao aprendizado. Cada texto nos apresenta palavras, ideias, histórias, sentimentos e pontos de vista que talvez não conhecêssemos antes.

Mesmo quando lemos por prazer, estamos aprendendo. Aprendemos sobre pessoas, lugares, emoções, culturas e até sobre nós mesmos.

3. Ler como crescimento pessoal

Ao dizer que a leitura a torna uma pessoa melhor, Nora Ephron valoriza o poder humanizador dos livros. A leitura pode desenvolver empatia, sensibilidade e pensamento crítico.

Quando entramos em contato com a experiência de outra pessoa, somos convidados a olhar o mundo com menos pressa e mais profundidade.

4. Ler como inteligência e conversa

A leitura amplia o vocabulário, organiza o pensamento e oferece assunto para conversar. Quem lê passa a ter mais repertório para compreender notícias, histórias, opiniões e situações da vida.

Nesse sentido, ler não é uma atividade isolada. O livro conversa com o leitor, e o leitor depois conversa melhor com o mundo.

5. Ler como refúgio e encontro com a realidade

Uma das ideias mais bonitas do texto é a de que ler pode ser fuga e, ao mesmo tempo, o contrário da fuga. Às vezes, lemos para descansar da realidade. Em outros momentos, lemos justamente para compreender melhor essa realidade.

A leitura permite esse duplo movimento: ela acolhe a imaginação, mas também nos devolve ao mundo com mais clareza.

6. Ler como contato com a imaginação do outro

Ao ler, entramos em contato com a imaginação de quem escreveu. Isso é muito especial, porque a leitura cria uma ponte silenciosa entre autor e leitor.

Mesmo sem conhecer pessoalmente quem escreveu, podemos nos aproximar de seus pensamentos, sentimentos e modos de ver a vida.

7. Ler como felicidade

Quando o texto conclui que ler é felicidade, ele resume a leitura como uma experiência de prazer e plenitude. A felicidade da leitura não está apenas em terminar um livro, mas no caminho percorrido: nas descobertas, nas emoções, nas lembranças e nas ideias que ficam.

Ler é uma forma de cuidar da mente, alimentar a imaginação e enriquecer a vida interior.



Por que esse texto é importante?

Esse pensamento valoriza a leitura como algo vivo. Ler melhora o vocabulário, amplia o conhecimento e desenvolve a imaginação, mas também pode trazer prazer, descanso e felicidade.

Em tempos de tantas telas, pressa e distrações, lembrar que “ler é felicidade” é também um convite: escolher um livro, um poema, uma crônica ou uma história pode ser uma maneira simples e bonita de cuidar da mente e da sensibilidade.

Para pensar

Você já leu algum texto que fez você se sentir diferente depois da leitura?

Existe algum livro, poema ou história que marcou sua vida?

Ler, muitas vezes, é isso: encontrar palavras que ficam dentro da gente.



Ler é uma forma de se encontrar com outras vozes e, ao mesmo tempo, descobrir novas partes de nós mesmos.

Na visão de Nora Ephron, a leitura não é apenas uma atividade escolar ou intelectual. É também prazer, refúgio, descoberta e felicidade.



Encanto da infância: poesias e músicas infantis

Por Maria Aparecida de Almeida

sábado, 16 de maio de 2026

É bom ser criança — Toquinho: música para celebrar a infância

 


Introdução

A música “É bom ser criança”, de Toquinho, é uma canção alegre e delicada que valoriza a infância, as brincadeiras, o carinho da família e o direito de viver essa fase com proteção e afeto.

É uma ótima sugestão para trabalhar com crianças em momentos como o Dia das Crianças, projetos sobre infância ou atividades relacionadas aos direitos das crianças.

Vídeo da música

Assista/ouça a música “É bom ser criança”, de Toquinho:



O que a música discute?

A música apresenta a infância como uma fase de cuidado, alegria e descobertas. Ela fala sobre brincar, crescer, receber carinho, ter amigos e viver momentos simples que fazem parte do universo infantil.

Também permite conversar com as crianças sobre algo muito importante: toda criança tem direito a brincar, estudar, ser protegida, receber amor e viver com dignidade.

Para conversar com as crianças

Depois de ouvir a música, pergunte:

O que você mais gosta em ser criança?
Qual brincadeira deixa você feliz?
Toda criança tem direito de brincar?
O que uma criança precisa para crescer bem?
Como podemos respeitar e proteger as crianças?

Atividade

Peça que cada criança complete a frase:

É bom ser criança quando...

Depois, elas podem ilustrar a resposta e montar um mural com o título:

É bom ser criança


Fechamento

A música “É bom ser criança” é uma bela forma de celebrar a infância e lembrar que brincar, aprender, receber carinho e ser protegido são direitos de toda criança.

Ela combina muito bem com propostas escolares, rodas de conversa, apresentações e atividades para o Dia das Crianças.

Encanto da infância: poesias e músicas infantis
Por Maria Aparecida de Almeida


quarta-feira, 13 de maio de 2026

À minha mãe, de Olavo Bilac: poesia, amor e saudade

 


1. Introdução :

O amor de mãe é um dos sentimentos mais presentes na poesia. Muitos escritores transformaram esse carinho em versos cheios de ternura, saudade e emoção.

No poema “À minha mãe”, Olavo Bilac apresenta a imagem de um filho que continua presente no coração da mãe, mesmo quando está distante. É uma poesia sensível, que fala de memória, afeto e do laço profundo entre mãe e filho.

2.Poema: À minha mãe

Olavo Bilac

Sei que um dia não há — e isso é bastante
A esta saudade, mãe! — em que a teu lado
Sentir não julgues minha sombra errante,
Passo a passo a seguir teu vulto amado.

— Minha mãe! minha mãe! — a cada instante
Ouves. Volves, em lágrimas banhado,
O rosto, conhecendo soluçante
Minha voz e meu passo acostumado.

E sentes alta noite no teu leito
Minh’alma na tua alma repousando,
Repousando meu peito no teu peito…

E encho os teus sonhos, em teus sonhos brilho,
E abres os braços trêmulos, chorando,
Para nos braços apertar teu filho!

Fonte:
BILAC, Olavo. Antologia Poética. Porto Alegre, RS: L&PM, 2012. p. 36.

3.O que o poema discute?

O poema apresenta o amor entre mãe e filho como um sentimento que permanece vivo na memória e no coração. O eu lírico fala com a mãe de forma carinhosa, como se sua presença ainda pudesse ser sentida ao lado dela.

A poesia mostra uma mãe que sente saudade, que imagina ouvir a voz do filho e que, em sonhos, tenta abraçá-lo novamente. Por isso, o texto é marcado por emoção, lembrança e ternura.

Mesmo sendo um poema com tom triste, ele também revela a força do amor materno. A mãe guarda o filho na alma, nos sonhos e na memória. Assim, Olavo Bilac transforma a saudade em poesia.

Conversando sobre o poema

  1. Que sentimento aparece com mais força no poema?
  2. Como a mãe é apresentada nos versos?
  3. O poema fala mais de alegria, saudade ou carinho?
  4. Por que o eu lírico diz que está presente nos sonhos da mãe?
  5. Você conhece alguma poesia, música ou história que fale sobre amor de mãe?

4.Atividade criativa

Atividade: Versos para alguém especial

Depois de ler o poema, escreva pequenos versos para homenagear uma pessoa querida. Pode ser a mãe, a avó, o pai, uma tia, uma professora ou alguém que cuida de você com carinho.

Comece assim:

“Quando penso em você, lembro de…”
“Seu carinho parece…”
“Guardo você no meu coração porque…”

Depois, leia seus versos para a turma ou transforme-os em um cartão ilustrado.

Observação importante para o blog

Professor(a): este poema pode ser trabalhado com cuidado, respeitando as diferentes realidades familiares dos estudantes. A proposta pode ser ampliada para homenagear mães, avós, pais, responsáveis ou pessoas especiais que exercem papel de cuidado e afeto.

5-LIVRO DE RECEITAS: IDEIA PARA O DIA DAS MÃES

6.Fechamento da postagem

À minha mãe” é um poema que emociona porque fala de um amor que ultrapassa a presença física. Nos versos de Olavo Bilac, a mãe guarda o filho nos sonhos, na memória e no coração. É uma poesia delicada para refletir sobre carinho, saudade e os laços afetivos que nos acompanham por toda a vida.

Encanto da infância: poesias e músicas infantis
Por Maria Aparecida de Almeida

A terra em que nasceste

  Introdução O poema “Pátria” , de Olavo Bilac , convida a criança a olhar com amor, orgulho e admiração para a terra em que nasceu. Em ver...