Poesia e música tornam a infância mais criativa e feliz. Este blog reúne canções e poemas para a educação infantil e os anos iniciais, com sugestões de autores reconhecidos.
domingo, 31 de março de 2013
Os Sonhos-Elias José
Os sonhos
Elias José
Os sonhos, levam a menina
longe, longe,longe
E ela visita reinos de fadas,
de príncipes e duendes.
Ela dá uma volta e se envolve
nas fitas coloridas do arco-íris.
Os sonhos levam a menina
longe, longe,longe.
Em leve voo,
em breve volta.
O irmão da menina pára
o futebol de um só jogador
e tenta entrar.
nos sonhos da menina.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Releitura Indiscreta- Elias José
Releitura indiscreta
Elias José
Ainda não foi dito,
mais de vez em quando
é mais perfeito
dar o que nem foi feito.
Ainda não foi dito
que o bom cabrito
se não berra, erra.
Presta atenção!
Em caso de incêndio,
a pressa é a maior amiga
da perfeição.
Quem espera cria pança.
Quem se desespera
entra na dança e alcança.
O hábito de não usar hábito
não faz o monge.
mas não dá lucro pro alfaiate
muito apto em costurar hábito.
Deixa de papo!
Só o sapateiro sabe onde aperta
o seu sapato.
Jogue bem do alto e veja
como vaso ruim requebra
e quebra.
Pra não cansar , é melhor finalizar
com uma última e bela lição:
mais valem todos os pássaros
voando, voando, voando
e nenhum em sua mão.
terça-feira, 26 de março de 2013
Forrobodó no forró- Elias José
Forrobodó no forró
Elias José
Era um sábado
na vila Nonó
E era um forrobodó
de levantar o pó.
O sanfona gemia e tocava,
o pandeiro acompanhava,
o zabumba completava,
a cantora esgoelava
e a moçada toda dançava.
Quem não dançava só olhava.
Pra limpar o salão e evitar confusão,
o seu Abrão botou a criançada pra fora:
-Quem não tem catorze, vai embora,agora!
A turminha de doze e treze berrou,
protestou, xingou e quis brigar.
Não tinha jeito de se conformar
Vendo que não dava pra ficar,
a garotada marcou uma reunião
e houve um punhado de sugestão.
João viu uma cena na televisão
e ficou com ela na lembrança.
Todos acharam que aquela dava pé.
Criança, todo mundo sabe como é...
A turma toda entrou no salão
com as mãos cheias de bolinha de gude
e mil pedidos de Deus me ajude.
Tantas bolinhas no palco e no salão,
só vendo que confusão.
Foram pernas pro ar e tombo pra todo lado.
De repente, o forro tava todo revirado.
Gritos de socorro e de aí!Ai!Eu morro!...
A cantora escorregou,foi parar no banheiro.
O sanfoneiro muito fera foi ver o que era.
Que barato, não sabia se levantava,
se tocava , se brigava, se chorava ou se ria.
A dona Constança amassou a poupança.
O Romão destroncou a mão.
O José torceu o pé.
O Muniz entortou o nariz.
O seu Aleixo feriu o queixo.
A Rosinha ficou tortinha.
A Amélia se agarrou no Amélio.
O João beijou foi o chão.
O Amaral foi de maca pro hospital.
Virgem! Meu Deus!Nossa Senhora!
Quem não caiu caiu fora!...
E a garotada morria de dar risada.
Nunca ninguém viu coisa mais engraçada.
Eu nem sei mais falar da confusão...
Também pudera, destronquei a mão!
Só sei que foi o maior forrobodó no forró!
domingo, 24 de março de 2013
Menino Marinheiro- Elias José
Menino Marinheiro
Elias José
O menino,
marinheiro imaginário,
navega pelos mares
mais bravios
em seu barco azul.
O barco azul é cheio de luz,
cheio de flores e doces
e música que o vento traz.
Nos dias quentes, vem o sol
e amacia e aquece o balanço
do barco e dos corpos.
A noite fria traz gomos de céus,
com traços de lua e estrelas
pra enfeitar o barco do menino.
Muitas vezes, leve, livre e sereno,
sem pressa, sem rota, sem rumo,
lá vai o barco azul.
Outras vezes, o barco azul
enfrenta tempestades,
relâmpagos, raios e ventania.
Quase sempre , há piratas e perigos
e brigas e perdas e naufrágios.
Mas o barco azul vence tudo e todos
e segue sem pressa, sem rota e sem rumo.
Forte e sempre sereno, o barco segue.
O que leva de tão importante o barco?
Leva flores, doces e colares de estrelas
pra namoradinha imaginária
do imaginário marinheiro.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Desejo- Elias José
Desejo
Elias José
Com um enorme braço
e uma invisível escada,
o garoto tenta alcançar
as sete fitas,
as sete cores
do arco- íris.
Os que passam olham
o garoto- poeta dizem:
-Que garoto maluco!
-Se pegar, o que fará com elas?
-Que falta de serviço!
O garoto- poeta não ouve
ou se ouve, nem se toca.
Só pensa em enfeitar,
com as sete cores,
com as sete fitas
do arco - íris
os longos e loiros cabelos
da namoradinha.
Elias José
Com um enorme braço
e uma invisível escada,
o garoto tenta alcançar
as sete fitas,
as sete cores
do arco- íris.
Os que passam olham
o garoto- poeta dizem:
-Que garoto maluco!
-Se pegar, o que fará com elas?
-Que falta de serviço!
O garoto- poeta não ouve
ou se ouve, nem se toca.
Só pensa em enfeitar,
com as sete cores,
com as sete fitas
do arco - íris
os longos e loiros cabelos
da namoradinha.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Música Coelhinho da páscoa e outras cantigas da páscoa
CANTIGAS DE RODA COELHINHO DA PASCOA - YouTube
www.youtube.com/watch?v=JQZItDoJTHg
11/04/2009 - Vídeo enviado por anamariaaraujo
Sign in with your YouTube Account (YouTube, Google+, Gmail, Orkut, Picasa, or Chrome) to rate Antonio ...domingo, 17 de março de 2013
No jardim-Elias josé
No jardim
Elias José
No jardim,
a menina Estela descobre
os caminhos da luta
na roteiro das formigas.
Estela olha que olha
as formigas
dinâmicas e silenciosas,
caminhando uma atrás da outra
mais de cem no mesmo trilho.
Curiosa Estela indaga:
-Será que vocês não param
nem para olhar a rosa,
senhoras donas formigas?
sábado, 16 de março de 2013
Deu Bode- Elias José
Deu bode
Elias José
Em Sepetiba,
Um bode berrou
afobado, desesperado
e provocou um forrobodó
A turma do piquenique
ouviu e deu um tremelique
e sofreu tanto chilique
que parecia doideira
de lobisomem na sexta- feira.
Assustada , o bode
que viu tudo
achou um absurdo.
E o bode-coitado!
muito envergonhado,
ficou mudo.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Nas ruas da cidade - Elias José
Nas ruas da cidade
Lá na rua 21,
O pipoqueiro solta um pum.
Lá na rua 22,
O português diz: pois-pois.
Lá na rua 23,
João namora a bela Inês.
Lá na rua 24,
A Aninha tirou retrato.
Lá na rua 25,
Caiu um barraco de zinco.
Lá na rua 26,
O sorveteiro quer freguês .
Lá na rua 27,
Pedro chama a prima Bete.
Lá na rua 28,
A Verinha vende biscoito.
Lá na rua 29,
A molecada só se move.
Lá na rua 30,
Paro, pois a rima já num pinta.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Dia da poesia-14 de Março
DIA DA POESIA
Aos poetas...
Poesia é uma forma de se expressar e transmitir sentimentos, emoções e pensamentos.
Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga.
Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.
Hoje é considerado o Dia Nacional da Poesia, pois foi nesta data que nasceu o grande poeta brasileiro Castro Alves.
Poeta romântico, Castro Alves morreu de tuberculose na capital baiana Salvador em 06 de julho de 1871, com apenas 24 anos.
Castro Alves escreveu obras clássicas como "Navio negreiro" e "Espumas flutuantes".
Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga.
Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.
Hoje é considerado o Dia Nacional da Poesia, pois foi nesta data que nasceu o grande poeta brasileiro Castro Alves.
Poeta romântico, Castro Alves morreu de tuberculose na capital baiana Salvador em 06 de julho de 1871, com apenas 24 anos.
Castro Alves escreveu obras clássicas como "Navio negreiro" e "Espumas flutuantes".
Cantiga do vento-Elias José
Cantiga do vento
Elias José
O vento vem vindo
de longe,
de não sei onde,
vem valsando, vem brincando,
sem vontade de ventar.
Vem vindo devagar,
devagarinho,
mais viração
que vem em vão,
e vai e volta
e volta e vai.
De repente,
o vento vira rock
e vira invencível serpente.
E voa violento
e vai velhaco,
vozeirão varrendo
várzeas, verduras
e violetas.
E vira violinista
vibra na vidraça,
vira copo e vira taça,
e zoa e zoa e zoa
- uma zorra!
O vento, mesmo veloz,
tem tempo pra brincadeira,
tem tempo pra causar vexame.
tem tempo pra causar vexame.
E enche a casa de sujeira
e ergue o vestido da madame.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Descoberta- Elias José
Descoberta
Elias José
Na loja de brinquedos,
quando somem os fregueses,
quando os donos saem de carro,
quando a noite envelhece,
quando os guardas tiram sonecas.
Os morcegos, as corujas,
os passarinhos e aviões
saem das prateleiras,
aquecem as suas asas
e dão lições de danças e voo
para os ursos de pelúcia
e para as bonecas de louça.
Elias José
Na loja de brinquedos,
quando somem os fregueses,
quando os donos saem de carro,
quando a noite envelhece,
quando os guardas tiram sonecas.
Os morcegos, as corujas,
os passarinhos e aviões
saem das prateleiras,
aquecem as suas asas
e dão lições de danças e voo
para os ursos de pelúcia
e para as bonecas de louça.
terça-feira, 12 de março de 2013
Boca Fechada- Elias José
Boca Fechada
Elias José
Em boca fechada
não entra mosquito.
Mas é esquisito,
pois entram dúvidas
e não saem reclamações
nem os palpites
que vão pra dentro
e entopem a garganta
e confundem a cabeça.
Pra não dizer tolices,
pra magoar os outros,
boca fechada serve.
Mas boca fechada
que não pergunta,
que não reclama,
que não opina,
que não diz alô.
que não agada,
não vale nada.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Quadrilha- Elias José
Quadrilha
Elias José
O cravo, todo prosa,
Brigou com a rosa.
por causa da violeta.
A violeta, viúva tristonha,
ficou risonha,mas não quis
fazer a rosa infeliz.
O cravo,todo prosa,
Voltou pra rosa cheio de lero.
Mas a rosa,tão formosa.
disse:-Agora eu quero,
uma flor mais cheirosa
e mais a fim de mim.
Agora,eu quero o jasmim.
domingo, 10 de março de 2013
Tem Tudo a ver-Elias José
Tem Tudo a Ver
A poesia
tem tudo a ver
com tua dor e alegrias,
com as cores, as formas, os cheiros,
os sabores e a música
do mundo.
A poesia
tem tudo a ver
com o sorriso da criança,
o diálogo dos namorados,
as lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.
A poesia
tem tudo a ver
com a plumagem, o vôo e o canto,
a veloz acrobacia dos peixes,
as cores todas do arco-íris,
o ritmo dos rios e cachoeiras,
o brilho da lua, do sol e das estrelas,
a explosão em verde, em flores e frutos.
A poesia
— é só abrir os olhos e ver —
tem tudo a ver
com tudo.
quinta-feira, 7 de março de 2013
A Casa e o seu dono- Elias José
A casa e o seu Dono
Elias José
Essa casa é de caco
Quem mora nela é o macaco.
Essa casa tão bonita
Quem mora nela é a cabrita.
Essa casa é de cimento
Quem mora nela é o jumento.
Essa casa é de telha
Quem mora nela é a abelha.
Essa casa é de lata
Quem mora nela é a barata.
Essa casa é elegante
Quem mora nela é o elefante.
E descobri de repente
Que não falei em casa de gente.
terça-feira, 5 de março de 2013
Caixa de Surpresa-Elias José
Caixa mágica de surpresa
Elias José
Um livro
é uma beleza,
é caixa mágica
só de surpresa.
Um livro
parece mudo,
Mas nele a gente
descobre tudo.
Um livro
tem asas
longas e leves
que, de repente,
levam a gente
longe, longe
Um livro
é parque de diversões
cheio de sonhos coloridos,
cheio de doces sortidos,
cheio de luzes e balões.
Um livro é uma floresta
com folhas e flores
e bichos e cores.
É mesmo uma festa,
um baú de feiticeiro,
um navio pirata do mar,
um foguete perdido no ar,
É amigo e companheiro.
♥♥♥
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