Poesia e música tornam a infância mais criativa e feliz. Este blog reúne canções e poemas para a educação infantil e os anos iniciais, com sugestões de autores reconhecidos.
terça-feira, 30 de julho de 2013
A atriz- Roseana Murray
A ATRIZ
Roseana Murray
No camarim a atriz
cola uma outra alma
na sua,
um outro rosto
no seu,
e vão pro palco
assim tão grudados,
que é como um rio
navegando em outro
rio.
O palco suspenso
por um fio de magia
é a casa da atriz.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Os Catadores de Papel-Roseana Murray
OS CATADORES DE PAPELRoseana Murray
Pela cidade afora,
noite ou dia,
a qualquer hora,
os catadores de papel
são triste paisagem.
Vão juntando papel e pobreza,
moram assim,
nas praças, nos vãos,
em casa feita de nada.
Tenho tanta pena
dos catadores de papel,
agora moram aqui,
no meu poema.
(Observação-Frase do Cartaz:"Um catador faz mais
que os Ministros do Meio Ambiente".)
domingo, 28 de julho de 2013
A arquiteta- Roseana Murray
A ARQUITETA
Roseana Murray
A arquiteta gostaria
de projetar mil casas
por dia,
aéreas, subterrâneas,
casas de vidro e de paina,
redondas, de esvoaçantes
telhados.
Em frente à prancheta
a arquiteta sonha
o justo sonho
de todo mundo ter
onde morar.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
As feiticeiras- Roseana Murray
AS FEITICEIRAS
Roseana Murray
Não sei se existe ainda
o ofício de feiticeira,
isso é coisa medieval.
Naqueles tempos
elas eram lenha de fogueira
com seus ardentes pensamentos.
Queria hoje ser uma delas,
virar tudo pelo avesso,
trocar as almas e os corações.
Fazer por um segundo
deste triste planeta
um outro mundo
quinta-feira, 25 de julho de 2013
O vendedor de cocada-Roseana Murray
O VENDEDOR DE COCADA
Roseana Murray
Lá vai o vendedor de cocada
com seu tabuleiro,
pano branco na cabeça.
Lá vai o vendedor de cocada
vendendo um mundo de coco:
cocada branca ou queimada
pra vida ficar mais gostosa.
Lá vai o vendedor,
tabuleiro na cabeça,
adoçando a calçada.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
A rendeira- Roseana Murray
A RENDEIRA
Roseana Murray
A rendeira… seu ofício de aranha
tecendo beleza
me ajuda a tecer meus poemas.
Tem mãos de maga,
a rendeira,
tem mãos de espuma.
Não assina seu trabalho
com um nome,
mas com magia,
como um vôo de pássaro
assina o céu.
terça-feira, 23 de julho de 2013
O médico- Roseana Murray
O MÉDICO
Roseana Murray
Para o médico, o corpo
não tem segredos:
é como uma fábrica,
uma orquestra,
uma casa com os móveis
todos no lugar.
O sangue corre nas veias
como um disciplinado rio.
O pulso bate com precisão,
afiado relógio marcando a vida.
Se alguma coisa se move
erradamente,
se alguma coisa se quebra,
o médico bota o corpo de castigo,
e vai escrevendo receitas
como cartas que o corpo entendesse
segunda-feira, 22 de julho de 2013
O Lambe- Lambe- Roseana Murray
O LAMBE-LAMBE
Roseana Murray
O lambe-lambe lambe o tempo
(como se o tempo fosse
uma bala, um doce)
e vai pregando seus retratos.
No canto da praça
um velho, um menino,
lado a lado
o mesmo desbotado sorriso.
Atrás do pano preto
o lambe-lambe
e seus misteriosos pensamentos:
onde foi parar a moça
que ele fotografou um dia?
A moça rasgou seu coração
como uma velha fotografia
e partiu junto com o vento.
Num canto da praça
o lambe-lambe
e sua estranha galeria.
Roseana Murray
O lambe-lambe lambe o tempo
(como se o tempo fosse
uma bala, um doce)
e vai pregando seus retratos.
No canto da praça
um velho, um menino,
lado a lado
o mesmo desbotado sorriso.
Atrás do pano preto
o lambe-lambe
e seus misteriosos pensamentos:
onde foi parar a moça
que ele fotografou um dia?
A moça rasgou seu coração
como uma velha fotografia
e partiu junto com o vento.
Num canto da praça
o lambe-lambe
e sua estranha galeria.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Belo pra mim- Alberto costa
Belo pra mim
É criança a brincar
Ouvir mil canções
Numa concha de mar
É chuva caindo
É campos em flor
E acima de tudo
É o amor
É criança a brincar
Ouvir mil canções
Numa concha de mar
É chuva caindo
É campos em flor
E acima de tudo
É o amor
Belo pra mim
Quando estou a sofrer
E as trevas da alma
Começam a crescer
É saber com alegria
Que além, muito além
A espera de mim
Existe alguém
Quando estou a sofrer
E as trevas da alma
Começam a crescer
É saber com alegria
Que além, muito além
A espera de mim
Existe alguém
Equipe Sonho de Amor - Belo Pra Mim - YouTube
09/11/2009 - Vídeo enviado por iaraccruzLoading... Alert icon. You need Adobe Flash Player to watch thisvideo. ... MUSICA BELO PRA MIM...by ...
Belo Belo- Manuel Bandeira
BELO BELO
Belo belo minha bela
Tenho tudo que não quero
Não tenho nada que quero
Não quero óculos nem tosse
Nem obrigação de voto
Quero quero
Quero a solidão dos píncaros
A água da fonte escondida
A rosa que floresceu
Sobre a escarpa inacessível
A luz da primeira estrela
Piscando no lusco-fusco
Quero quero
Quero dar a volta ao mundo
Só num navio de vela
Quero rever Pernambuco
Quero ver Bagdá e Cusco
Quero quero
Quero o moreno de Estela
Quero a brancura de Elisa
Quero a saliva de Bela
Quero as sardas de Adalgisa
Quero quero tanta coisa
Belo belo
Mas basta de lero-lero
Vida noves fora zero.
Belo belo minha bela
Tenho tudo que não quero
Não tenho nada que quero
Não quero óculos nem tosse
Nem obrigação de voto
Quero quero
Quero a solidão dos píncaros
A água da fonte escondida
A rosa que floresceu
Sobre a escarpa inacessível
A luz da primeira estrela
Piscando no lusco-fusco
Quero quero
Quero dar a volta ao mundo
Só num navio de vela
Quero rever Pernambuco
Quero ver Bagdá e Cusco
Quero quero
Quero o moreno de Estela
Quero a brancura de Elisa
Quero a saliva de Bela
Quero as sardas de Adalgisa
Quero quero tanta coisa
Belo belo
Mas basta de lero-lero
Vida noves fora zero.
O último andar- Cecília Meireles
Cecília Meireles – O Último Andar
No último andar é mais bonito:
do ultimo andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.
O último andar é mais longe:
custa muito a lá chegar.
Mas é lá que eu quero morar.
Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar.
É lá que eu quero morar.
Quando faz lua, no terraço
fica tudo luar.
É lá que eu quero morar.
Os passarinhos lá se escondem,
para ninguém os maltratar,
no último andar.
De lá se avista o Mundo inteiro,
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:
no último andar.
Cecília Meireles
do ultimo andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.
O último andar é mais longe:
custa muito a lá chegar.
Mas é lá que eu quero morar.
Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar.
É lá que eu quero morar.
Quando faz lua, no terraço
fica tudo luar.
É lá que eu quero morar.
Os passarinhos lá se escondem,
para ninguém os maltratar,
no último andar.
De lá se avista o Mundo inteiro,
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:
no último andar.
Cecília Meireles
quarta-feira, 17 de julho de 2013
A onda- Manuel Bandeira
A ONDA
Manuel Bandeira
A onda
a onda anda
aonde anda
a onda?
a onda ainda
ainda onda
ainda anda
aonde?
aonde?
a onda a onda
aonde anda
a onda?
a onda ainda
ainda onda
ainda anda
aonde?
aonde?
a onda a onda
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Oração dos Aviadores- Manuel Bandeira
ORAÇÃO PARA AVIADORES
Manuel Bandeira
Santa Clara, clareai
Estes ares.
Dai-nos ventos regulares,
de feição.
Estes mares, estes ares
Clareai.
Estes ares.
Dai-nos ventos regulares,
de feição.
Estes mares, estes ares
Clareai.
Santa Clara, dai-nos sol.
Se baixar a cerração,
Alumiai
Meus olhos na cerração.
Estes montes e horizontes
Clareai.
Se baixar a cerração,
Alumiai
Meus olhos na cerração.
Estes montes e horizontes
Clareai.
Santa Clara, no mau tempo
Sustentai
Nossas asas.
A salvo de árvores, casas,
E penedos, nossas asas
Governai.
Sustentai
Nossas asas.
A salvo de árvores, casas,
E penedos, nossas asas
Governai.
Santa Clara, clareai.
Afastai
Todo risco.
Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, nosso pai,
Santa Clara, todo risco
Dissipai.
Afastai
Todo risco.
Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, nosso pai,
Santa Clara, todo risco
Dissipai.
Santa Clara, clareai.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Cotovia- Manuel Bandeira
COTOVIA
Manuel Bandeira
- Alô,
cotovia!
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que saudades me deixaste?
- Andei onde deu o vento.
Onde foi meu pensamento
Em sítios, que nunca viste,
De um país que não existe . . .
Voltei, te trouxe a alegria.
- Muito contas, cotovia!
E que outras terras distantes
Visitaste? Dize ao triste.
- Líbia ardente, Cítia fria,
Europa, França, Bahia . . .
- E esqueceste Pernambuco,
Distraída?
- Voei ao Recife, no Cais
Pousei na Rua da Aurora.
- Aurora da minha vida
Que os anos não trazem mais!
- Os anos não, nem os dias,
Que isso cabe às cotovias.
Meu bico é bem pequenino
Para o bem que é deste mundo:
Se enche com uma gota de água.
Mas sei torcer o destino,
Sei no espaço de um segundo
Limpar o pesar mais fundo.
Voei ao Recife, e dos longes
Das distâncias, aonde alcança
Só a asa da cotovia,
- Do mais remoto e perempto
Dos teus dias de criança
Te trouxe a extinta esperança,
Trouxe a perdida alegria.
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que saudades me deixaste?
- Andei onde deu o vento.
Onde foi meu pensamento
Em sítios, que nunca viste,
De um país que não existe . . .
Voltei, te trouxe a alegria.
- Muito contas, cotovia!
E que outras terras distantes
Visitaste? Dize ao triste.
- Líbia ardente, Cítia fria,
Europa, França, Bahia . . .
- E esqueceste Pernambuco,
Distraída?
- Voei ao Recife, no Cais
Pousei na Rua da Aurora.
- Aurora da minha vida
Que os anos não trazem mais!
- Os anos não, nem os dias,
Que isso cabe às cotovias.
Meu bico é bem pequenino
Para o bem que é deste mundo:
Se enche com uma gota de água.
Mas sei torcer o destino,
Sei no espaço de um segundo
Limpar o pesar mais fundo.
Voei ao Recife, e dos longes
Das distâncias, aonde alcança
Só a asa da cotovia,
- Do mais remoto e perempto
Dos teus dias de criança
Te trouxe a extinta esperança,
Trouxe a perdida alegria.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Balõezinhos- Manuel Bandeira
Manuel Bandeira
Na feira do arrabaldezinho
Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor:
- "O melhor divertimento para as crianças!"
Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres,
Fitando com olhos muito redondos os grandes balõezinhos muito redondos.
Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor:
- "O melhor divertimento para as crianças!"
Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres,
Fitando com olhos muito redondos os grandes balõezinhos muito redondos.
No entanto a feira burburinha.
Vão chegando as burguesinhas pobres,
E as criadas das burguesinhas ricas,
E mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.
Vão chegando as burguesinhas pobres,
E as criadas das burguesinhas ricas,
E mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.
Nas bancas de peixe,
Nas barraquinhas de cereais,
Junto às cestas de hortaliças
O tostão é regateado com acrimônia.
Nas barraquinhas de cereais,
Junto às cestas de hortaliças
O tostão é regateado com acrimônia.
Os meninos pobres não vêem as
ervilhas tenras,
Os tomatinhos vermelhos,
Nem as frutas,
Nem nada.
Os tomatinhos vermelhos,
Nem as frutas,
Nem nada.
Sente-se bem que para eles ali na
feira os balõezinhos de cor são a
[única mercadoria útil e verdadeiramente indispensável.
[única mercadoria útil e verdadeiramente indispensável.
O vendedor infatigável apregoa:
- "O melhor divertimento para as crianças!"
E em torno do homem loquaz os menininhos pobres fazem um
[círculo inamovível de desejo e espanto. .
- "O melhor divertimento para as crianças!"
E em torno do homem loquaz os menininhos pobres fazem um
[círculo inamovível de desejo e espanto. .
terça-feira, 9 de julho de 2013
Trem de Ferro- Manuel Bandeira
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virgem Maria que foi isto maquinista?
Agora sim
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virgem Maria que foi isto maquinista?
Agora sim
Café com pão
Agora sim
Café com pão
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
Oô..
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pato
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
Que vontade
De cantar!
Oô...
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficia
Ôo...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Ôo...
Vou mimbora voou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Ôo...
Vou depressa
Vou correndo
Café com pão
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
Oô..
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pato
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
Que vontade
De cantar!
Oô...
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficia
Ôo...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Ôo...
Vou mimbora voou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Ôo...
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
Trem de Ferro. Tom Jobim. Café com pão. Café com pão. Café com pão. Virgem Maria que foi isto maquinista? Agora sim. Café com pão. Agora sim. Café com ...
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
TREM DE FERRO - Tom Jobim (letra e vídeo) - Letras de músicas
letras.mus.br › Bossa Nova › Tom Jobim
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Seiscentos e sessenta e seis- Mário Quintana
Seiscentos e Sessenta e Seis – Mário Quintana
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguia sempre, sempre em frente…
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Tão Simplesmente- Mário Quintana
Tão simplesmente
Mário Quintana
Tudo se fazia tão simplesmente:
as chinoquinhas pintavam as faces
com papel de seda vermelho,
os negrinhos tocavam pente
com o papel de seda branco,
as mocinhas da casa punham papelotes
antes de irem dormir...
e aplicava-se a Maravilha Curativa
para todas as dores
-menos para as dores de amores,
que já era as mesmas de sempre!
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Planeta água- Guilherme Arantes
PLANETA ÁGUA - Guilherme Arantes (letra e ... - Letras de músicas
Guilherme Arantes - PLANETA ÁGUA (letra e música para ouvir) no Letras.mus.br Águas que caem das pedras / No véu das cascatas / Ronco de trovão / E ... Planeta Água - Guilherme Arantes - YouTube
15/10/2008 - Vídeo enviado por vilmaquinteiroMúsica: Planeta Água Intérprete: Guilherme Arantes O video foi realizado pela profª Delzi para o trabalho ...- Mais vídeos para música planeta água »
A Gente ainda não sabia- Mário Quintana
A gente ainda não sabia
Mário Quintana
A gente ainda não sabia que a Terra era redonda.
E pensava- se que nalgum lugar, muito longe.
Deveria haver num velho poste uma tabuleta qual-
quer. - Uma tabuleta torta.
E onde se lia, em letras rústicas:FIM DO
MUNDO.
Ah! depois nos ensinaram que o mundo não
tem fim.
E não havia remédio senão irmos andando às
tontas.
Como formigas na casca de uma laranja.
Como era possível , como era possível, meu
Deus, viver naquela confusão?
Foi por isso que estabelecemos um porção
de fins de mundo ...
Mário Quintana
A gente ainda não sabia que a Terra era redonda.
E pensava- se que nalgum lugar, muito longe.
Deveria haver num velho poste uma tabuleta qual-
quer. - Uma tabuleta torta.
E onde se lia, em letras rústicas:FIM DO
MUNDO.
Ah! depois nos ensinaram que o mundo não
tem fim.
E não havia remédio senão irmos andando às
tontas.
Como formigas na casca de uma laranja.
Como era possível , como era possível, meu
Deus, viver naquela confusão?
Foi por isso que estabelecemos um porção
de fins de mundo ...
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Canção da aia para o filho do rei- Mário Quintana
Mandei pregar as estrelas
Para velarem teu sono,
Teus suspiros são barquinhos
Que me levam para longe...
Me perdi no céu azul
E tu, dormindo, sorrias.
Despetalei uma estrela
Pra ver se me querias...
Aonde irão os barquinhos?
Com que será que tu sonhas!
Os remos mal batem n'água...
Minhas mãos dormem na sombra.
A quem será que sorris?
Dorme quieto, meu reizinho.
Há dragões na noite imensa,
Há emboscada nos caminhos...
Despetalei as estrelas,
Apaguei as luzes todas,
Só o luar te banha o rosto
E tu sorris no meu sonho.
Ergues o braço nuzinho,
Quase me tocas... A medo
Eu começo a acariciar-te
Com a sombra de meus dedos...
Dorme quieto, meu reizinho.
Os dragões, com a boca enorme,
Estão comendo os sapatos
Dos meninos que não dormem...
Para velarem teu sono,
Teus suspiros são barquinhos
Que me levam para longe...
Me perdi no céu azul
E tu, dormindo, sorrias.
Despetalei uma estrela
Pra ver se me querias...
Aonde irão os barquinhos?
Com que será que tu sonhas!
Os remos mal batem n'água...
Minhas mãos dormem na sombra.
A quem será que sorris?
Dorme quieto, meu reizinho.
Há dragões na noite imensa,
Há emboscada nos caminhos...
Despetalei as estrelas,
Apaguei as luzes todas,
Só o luar te banha o rosto
E tu sorris no meu sonho.
Ergues o braço nuzinho,
Quase me tocas... A medo
Eu começo a acariciar-te
Com a sombra de meus dedos...
Dorme quieto, meu reizinho.
Os dragões, com a boca enorme,
Estão comendo os sapatos
Dos meninos que não dormem...
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A terra em que nasceste
Introdução O poema “Pátria” , de Olavo Bilac , convida a criança a olhar com amor, orgulho e admiração para a terra em que nasceu. Em ver...
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