quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Brincar na rua- Carlos Drummond de Andrade


Brincar na rua
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Tarde?
O dia dura menos que um dia.
O corpo ainda não parou de brincar
e já estão chamando da janela:

É tarde.

Ouço sempre este som: é tarde, tarde.
A noite chega de manhã?
Só existe a noite e seu sereno?

O mundo não é mais, depois das cinco?

É tarde.

A sombra me proíbe.
Amanhã, mesma coisa.
Sempre tarde antes de ser tarde.

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