Festa no galinheiro
Marilene Godinho
Ainda de madrugada
minha galinha pintada
acordou.
Bateu suas asas, contente,
"hoje é dia diferente
afirmou.
Aniversário do pato
anunciou, logo , o fato
sem tardança.
Sacudiu o galinheiro
acordou todo o terreiro.
É festança!
O dia clareando,
os galos, todos, cantando,
ré, mi, dó.
Galinhas ruivas, pretinhas,
cacarejavam juntinhas,
cocoricó.
Peru e o marrequinho,
espalharam no caminho
o convite.
As aves da redondeza
"curtiram", por esperteza,
o apetite.
Fizeram doces, salgados,
bebidas e bons-bocados,
mil canções.
Uma orquestra afinada.
uma grande batucada,
vilões.
A noite linda chegou,
o barulho sossegou.
Que seresta!
"Parabéns para você",
o pato entendeu o porquê
tanta festa.
A bicharada cantava
batendo as asas, dançava
e sorria.
Brincadeira noite afora.
Ninguém do lado de fora
assistia.
Pipocas e milho assado
deixou o ganso engasgado,
coitadinho!
Dona pata de avental
ofereceu no quintal
muito vinho.
O papagaio bebeu
e meio tonto perdeu
o juízo.
Deixou as calças no chão,
houve grande profusão
de sorrisos.
O grilo tocou guitarra,
acompanhar a cigarra
ele quis.
O pato agradeceu,
nem sequer adormeceu
de feliz.
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