domingo, 24 de agosto de 2014

Cromo- B. Lopes

Cromo


A garça branca ergue muito o pescoço
E olha do alto, solene, a vaca preta.
A vaca pasta com resignação
O capim verde à beira do mato.

Perto, com seus espinhos, um pé de limão.
A água corre escondida, não muito longe.
Um tucano passa agitado, aos gritos.
Dois coqueiros se ajeitam entre as árvores.

Nuvens brancas esparsas no céu azul
Lembram a paina das paineiras nuas
Ou a lã das ovelhas tosquiadas.
Quase as ouço balir à distância.

Os cavalos pastam sossegados:
Sabem que o verde nunca terá fim.
Os cachorros descansam à sombra
E prossegue o trabalho das formigas.

_________

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A terra em que nasceste

  Introdução O poema “Pátria” , de Olavo Bilac , convida a criança a olhar com amor, orgulho e admiração para a terra em que nasceu. Em ver...