O Dedinho de Mamãe
I
Um dia destes, á toa,
A irmãzinha , que é tão boa,
Torci as orelhas... pois
A mamã, que estava ausente,
Soube tudo infelizmente,
Poucos minutos depois.
Não sabem por quê? São manhas
Do dedinho tagarela
Que lhe conta as artimanhas
Que faço na ausência dela.
II
Um Mendigo de sacola
Pediu-me um tostão de esmola
Que lhe dei esta manhã.
Em si de alegre não coube;
E pensam que ela não soube?
Soube de tudo a mamã.
Não sabem por quê? São manhas
Do dedinho tagarela
Que lhe conta as artimanhas
Que faço na ausência dela.
III
Mas notem: quando digo
Dedinho, dedinho amigo
Que sabe as coisas tão bem,
(Escutem atentamente)
Refiro-me unicamente
Ao dedinho que ela tem.
Porque meu dedo... essa é boa!
É um dedo que anda no ar,
É um dedinho muito á -toa
Que nada sabe falar.
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