quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Cortesia- Carlos Drummond de Andrade

Resultado de imagem para cortesia
Mil novecentos e pouco.
Se passava alguém na rua
sem lhe tirar o chapéu
Seu Inacinho lá do alto
de suas cãs e fenestra
murmurava desolado
― Este mundo está perdido!
Agora que ninguém porta
nem lembrança de chapéu
e nada mais tem sentido,
que sorte Seu Inacinho
já ter ido para o céu.

3 comentários:

  1. Muito interessante esse poema. Mostra como naqueles "mil novecentos e pouco", as pessoas eram educadas. Diferente dos dias de hoje. muitos, nem um "bom dia" desejam ao próximo ! Seu Inacinho, nos dias de hoje teria dando um ataque fulminante ... É muito triste.

    ResponderExcluir
  2. me ajuda na pagina 110 a 117 urgente porfavor

    ResponderExcluir

A terra em que nasceste

  Introdução O poema “Pátria” , de Olavo Bilac , convida a criança a olhar com amor, orgulho e admiração para a terra em que nasceu. Em ver...