A casa de Tatá é um silêncio perto da igreja.
Silêncio de lençóis engomados para sua única pessoa.
A viuvez tão antiga que virou de nascença derrama brancura em tudo.
O presépio de Tatá emerge de Belém como flor cheirando a cânfora e alfazema.
Na ordem dos anjos e animais, a ordem estrita de Deus.
O melhor da casa é a arca,
O melhor da arca, suspiros
feitos da brancura mesma de Tatá,
brancura surda.
(Carlos Drummond de Andrade
Nenhum comentário:
Postar um comentário