Viola
Quando em meu peito
saudade se aninha,
encontro um só jeito:
cantar a modinha.
Eu pego a viola
e canto na tarde
e lamento
e amanso a saudade.
Quando o coração
pulsa de mansinho
bate solidão
bem devagarinho.
Eu pego a viola
e canto canção
e lamento
e amanso a solidão.
Quando tenho medo
e finjo valente,
então bem cedo
calango dolente.
E pego a viola
e canto a emoção
e lamento
e amanso a assombração.
Quando a alegria
chega de repente,
semeio sorrisos
e guardo a semente.
Eu pego a viola
e canto noite e dia
e lamento
e amanso a alegria
no coração.
Ela abraça a saudade
e a solidão.
espanta o medo
de assombração.
Viola na vida
me consola.
Tu és amiga,
Viola.
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